Afonso Hamm defende tarifas justas e fim de pedágios em perímetros urbanos na nova concessão da Metade Sul
O futuro das rodovias que ligam os municípios da Metade Sul ao Porto de Rio Grande está em um momento decisivo
O deputado federal Afonso Hamm (Progressistas/RS) reafirmou sua postura firme em defesa dos usuários das rodovias da Metade Sul do Rio Grande do Sul durante as recentes audiências públicas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizadas em Brasília, Porto Alegre e Pelotas.
Afonso Hamm, que é coordenador da Bancada Gaúcha e presidente da Frente Parlamentar em defesa da conclusão das obras de duplicação da BR-116, que acompanha historicamente o impacto dos pedágios no desenvolvimento regional, destacou pontos inegociáveis para o novo contrato de concessão das BRs 116 e 392.

O parlamentar foi enfático ao defender que o desenvolvimento da região depende de tarifas justas e da eliminação de cobranças em áreas urbanas. Uma das principais bandeiras levantadas pelo parlamentar é a exclusão de cancelas de pedágios localizadas próximas a perímetros urbanos. Para o deputado, a localização atual de pedágios penaliza o trabalhador e o morador, que precisa se deslocar para o trabalho, para os estudos ou saúde dentro de uma mesma região. “Não podemos aceitar pedágios que dividem cidades e oneram quem vive no entorno urbano,” enfatizou.
Hamm criticou o histórico de “pedágios caríssimos” que, por quase três décadas, inviabilizaram a competitividade da região e dificultaram o acesso ao Porto de Rio Grande.
“São muitas as dúvidas e as contrariedades em relação ao modelo apresentado: cobrança sobre o eixo suspenso; critérios para o aumento de valor ao longo dos anos, inclusão de obras que já haviam sido anunciadas pelo Governo Federal como inclusas pelo PAC e até mesmo obras já inauguradas”, destacou.
Em relação as obras estruturantes, Afonso Hamm destaca que é uma necessidade urgente a duplicação do trecho Pelotas – Canguçu. Dados técnicos apontam que este trecho concentra um alto índice de acidentes graves. Para o deputado, a duplicação não é apenas uma melhoria logística para o escoamento da safra, mas uma medida humanitária. “É nesta rodovia que estão ocorrendo os maiores acidentes. Essa obra não é apenas sobre logística, é sobre salvar vidas e garantir segurança para quem trafega,” contesta.
Hamm solicitou que sejam realizadas no mínimo mais três audiências públicas, nos municípios de Camaquã, Rio Grande e Canguçu a fim de verdadeiramente oportunizar a participação da comunidade atingida. Ele ainda defendeu que o trecho da BR-116 entre Camaquã e Porto Alegre deve estar incluído no debate de maneira que logo após não haja uma concessão completamente distinta e que novamente transforme o trajeto no que concentra os pedágios mais caros do Brasil.







