Comissão de Cidadania e Direitos Humanos aprova audiência pública em Pelotas para tratar da morte de agricultor
Durante a reunião, foi aprovada a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate e ouvir autoridades, familiares e a comunidade
A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa realizou, nesta quarta-feira, reunião marcada pelo relato emocionado de Raquel Nornberg, 54 anos, esposa do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, morto no último dia 15 de janeiro durante ação das forças de segurança.
Diante dos parlamentares, Raquel cobrou justiça e responsabilização. “Quem deveria nos proteger, foi quem entrou na minha casa para tirar a vida do meu marido”, afirmou. Ela também defendeu a ampliação do uso de câmeras corporais por policiais militares como medida de transparência e proteção tanto para a população quanto para os próprios agentes. Raquel disse ainda esperar que a corregedoria da Brigada Militar conduza uma investigação séria e rigorosa sobre o caso.

Raquel Nornberg cobrou justiça e responsabilização.
Durante a reunião, foi aprovada a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate e ouvir autoridades, familiares e a comunidade. A atividade será realizada em Pelotas, município da região onde ocorreu o fato.
O presidente da CCDH, deputado estadual Adão Pretto Filho, destacou que a comissão acompanhará o caso de perto. Segundo ele, é fundamental garantir que os fatos sejam apurados com responsabilidade e que eventuais abusos não fiquem impunes. “Não vamos aceitar que essa brutalidade passe impune. As famílias do campo não podem ficar aterrorizadas”, afirmou.
A audiência pública deverá reunir representantes das forças de segurança, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da sociedade civil, com o objetivo de assegurar transparência, justiça e respeito aos direitos humanos.







