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Consumidor de Pelotas paga mais por Cesto e itens essenciais

Consumidor de Pelotas paga mais por Cesto e itens essenciais
04 maio
09:28 2026

Pesquisa de abril do Procon expõe alta de 8,17% no custo final de 13 produtos indispensáveis

Em Pelotas, os valores da Ração Essencial, formada por 13 alimentos necessários à subsistência durante 30 dias, e do Cesto de Produtos Básicos de Consumo Popular, composto por 51 itens, aumentaram no mês passado. Na comparação com março, registraram em abril, respectivamente, as elevações de 8,17%, passando a custar R$ 653,43, e de 2,25%, que resultou na despesa de R$ 1.402,66.

Causas das oscilações mensais

Na ordem das maiores altas da pesquisa de preços, feita pelo Serviço de Educação ao Consumidor do Procon Pelotas, despontam hortifrútis – entre 20,25% e 60,87% – e iogurte, cujo preço subiu 36,61.

“A gangorra de valores finais ao consumidor, entre um mês e outro, decorre de variáveis, entre elas a safra atual, além dos custos de logística, distribuição e insumos”, observa o coordenador executivo do órgão municipal, Crístoni Costa. “Sobretudo do dispêndio com combustíveis”, destaca.

Itens do Cesto Básico em evidência

Aumentos (abril)

Do total de 22 produtos, cujos preços subiram, destacam-se:

  1. Cenoura (quilo) —> 60,87%
  2. Iogurte com sabores (540 gramas) —> 36,61%
  3. Batata inglesa (quilo) —> 34,64%
  4. Repolho (quilo) —> 31,72%
  5. Mamão (quilo) —> 20,25%

Quedas (abril)

Dos 26 produtos, cujos preços apresentaram queda, sobressam-se:

  1. Sabão em barra (400 gramas) —> -12,70%
  2. Aparelho de barbear descartável (duas unidades) —> -12,38%
  3. Açúcar (quilo) —> -11,74%
  4. Erva para chimarrão (quilo) —> -10,46%
  5. Maionese (500 gramas) —> -9,24%

Estáveis (abril)

Três produtos mantiveram-se à venda por preços praticamente inalterados:

  1. Cigarro (maço) —> 0,00%
  2. Café moído/solúvel (ambos com 500 gramas) —> 0,61%
  3. Feijão preto (quilo) —> 0,85%

Métodos adotados pelo Procon

No levantamento do Cesto Básico, a equipe do Procon local fundamenta-se no estudo do Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Na coleta e análise dos dados da Ração Essencial – constituída por açúcar, arroz, banana, batata, café, carne bovina, farinha, feijão, leite integral, manteiga, óleo, pão e tomate –, os servidores seguem metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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