Operação da Polícia Civil apreende 160 toneladas de madeira e desarticula grupo criminoso
Ação contou com policiais civis da 9ª DECRAB, agentes da 18ª DPRI/Pelotas e o apoio da Brigada Militar
Nesta quarta-feira, (13/05), a 9ª Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRAB) deflagrou uma operação policial coordenada para desarticular um grupo organizado especializado no furto sistemático de madeira de reflorestamento e receptação.
A ação, comandada pela Delegada Paula Aline Vieira Garcia, contou com o emprego de policiais civis da 9ª DECRAB, agentes da 18ª DPRI/Pelotas e o apoio da Brigada Militar (Força Tática de Pelotas).
Prisões e apreensões

Polícia Civil teve o apoio da Brigada Militar
A ofensiva resultou na prisão de dois homens envolvidos nos crimes e na apreensão de 160 toneladas de madeira de origem ilícita. A investigação já havia identificado que os principais receptadores eram dois irmãos residentes em Capão do Leão e uma agropecuária da região.
Prejuízos econômicos e risco à exportação
Os prejuízos financeiros causados à empresa vítima já ultrapassam a marca de 10 milhões de reais. Além das perdas diretas, a empresa enfrenta um risco institucional crítico: a perda do selo de exportação. Para manter a certificação, a companhia precisa preservar áreas de mata, porém os criminosos também derrubam o mato que compõe a reserva ambiental, inviabilizando o cumprimento das exigências internacionais.
Danos ambientais e crimes correlatos
O grupo utilizava métodos de extrema degradação para facilitar o furto:
- Incêndios criminosos: ateavam fogo na floresta para subtrair árvores sob o falso pretexto de recolher material “morto” (a empresa descartava e era impedida de comercializar madeira queimada. Essa a razão pela qual os criminosos ateavam fogo à plantações de árvores).
- Corte irregular: árvores sadias eram cortadas e deixadas no solo para secagem antes do transporte.
- Dano ambiental irreparável: o corte em desacordo com as exigências legais e as queimadas causam destruição severa ao ecossistema local.
- Esconderijo de ilícitos: a investigação apurou que o bando também utilizava a densidade das áreas de mata para esconder gado e carros furtados, expandindo a atuação criminosa na zona rural.
Conclusão das diligências
A investigação comprovou que o ciclo financeiro do grupo era alimentado por empresas locais que adquiriam o material sem a devida documentação legal (DOF/Guia Florestal). A operação da 9ª DECRAB é considerada imprescindível para interromper a prática delitiva, cessar o prejuízo patrimonial da vítima e garantir a ordem pública.
As investigações prosseguem para a identificação de outras pessoas físicas e empresas envolvidas no esquema criminoso.






