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Pesquisa aponta que endividamento e inadimplência recuaram no Rio Grande do Sul

Pesquisa aponta que endividamento e inadimplência recuaram no Rio Grande do Sul
22 julho
13:45 2026

Pesquisa de Endividamento das Famílias gaúchas, realizada pela Fecomércio-RS, divulga resultados de junho

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, referentes a junho de 2026. O levantamento indicou que 86,9% das famílias gaúchas estavam endividadas em junho de 2026, apresentando leve recuo em relação a maio de 2026 (87,4%) e interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. Apesar da queda na margem, o indicador permaneceu acima do observado em junho de 2025 (84,4%). Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de maio. A pesquisa considera apenas dívidas associadas à tomada de crédito — como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos —, não incluindo contas de consumo, como água, energia elétrica ou telefonia.

Quanto ao percentual de famílias com contas em atraso, a PEIC-RS identificou recuo, passando de 27,0% em maio de 2026 para 25,8% em junho de 2026, retornando ao mesmo patamar observado em junho de 2025 (25,8%). O resultado foi disseminado entre as duas faixas de renda: recuo de 33,0% em maio de 2026 para 31,6% em junho de 2026 entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos (SM) e de 6,6% para 5,7% nas famílias com renda superior a 10 SM. O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso permaneceu em 1,9% em junho de 2026. Entre as famílias com renda de até 10 SM, contudo, aumentou a parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no próximo mês e o tempo médio de atraso das contas também avançou, sinalizando maior dificuldade de regularização entre aquelas que permanecem inadimplentes. Ao mesmo tempo, o comprometimento médio da renda com dívidas, considerando todas as famílias, passou de 29,6% para 29,7%, atingindo o maior patamar registrado no ano.

“Os resultados de junho mostram uma melhora pontual dos indicadores de endividamento e inadimplência, interrompendo a trajetória de alta observada nos últimos meses. No entanto, esse movimento ainda deve ser interpretado com cautela. Apesar da redução dos indicadores agregados, as famílias de menor renda que permanecem com contas em atraso continuam enfrentando maior dificuldade para regularizar sua situação financeira. Em um ambiente de crédito restritivo e taxas de juros elevadas, o comprometimento da renda segue elevado, reduzindo a margem do orçamento das famílias para absorver novos gastos ou imprevistos”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. 

Confira, nos links, os dados completos e a análise econômica.

 

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