Poema: Ocaso e Verão

25 março
06:44
2025
Ocaso e verão
Quando o sol desponta,
vou ter com o mar e as areias
ter com polvos e arraias
tartarugas e baleias
que nunca aportam nas praias,
e todos os seres estranhos –
as grandes interrogações.
Na água em que o corpo se banha,
de cor verde escuro ou castanha,
aspiro a vaga salina,
tocada das velhas monções.
Respiro, e sinto por cima,
o toque, a brisa olorosa,
o palpo de mão cariciosa,
como se fosse um abraço.
Por largo tempo eu habito
o mundo marinho infinito,
Depois da eternidade fugaz,
sobre a frágil areia, a lembrar,
marco por fim o meu passo,
e deixo o que é meu para trás.
Marcus Vinicius Martins Antunes