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quarta, 24 de abril de 2024

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Primeira escola de Ensino Médio do Sesi-RS completa 10 anos com investimento de R$ 21 milhões e consolidação de modelo de excelência

Primeira escola de Ensino Médio do Sesi-RS completa 10 anos com investimento de R$ 21 milhões e consolidação de modelo de excelência
12 março
14:48 2024

Escola Eraldo Giacobbe, de Pelotas, passou por obras de modernização e ampliação. Nova estrutura será inaugurada dia 14 de março

Dez anos depois da inauguração da primeira instituição de Ensino Médio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), uma festa é preparada em Pelotas para o dia 14 de março,com a conclusão das obras de ampliação da estrutura da Escola Eraldo Giacobbe. Foram investidos R$ 21 milhões na modernização dos espaços e na construção de novas salas para atender a 360 estudantes no Ensino Médio e até 800 na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O evento de reinauguração da escola, localizada na Avenida Bento Gonçalves, nº 4.823, está marcado para as 10h30min do dia 14 de março, com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

A partir de 2014, quando a escola entrou em operação com 50 alunos, o Sesi-RS tornou-se referência em educação integral no Rio Grande do Sul, com mais quatro escolas de Ensino Médio instaladas (Gravataí, Montenegro, São Leopoldo e Sapucaia do Sul), outras duas em construção (Canoas e Lajeado) e mais quatro previstas para os próximos anos (Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul). Segundo o superintendente do Sesi-RS, Juliano Colombo, nesse período houve a consolidação de um modelo educacional centrado na aprendizagem dos estudantes.

“Hoje somos referência de educação de qualidade, com pessoas de todas as faixas de renda querendo estudar nas nossas escolas. Ainda conseguimos inspirar outras instituições de ensino com a nossa metodologia”, afirma Juliano Colombo.

Dois anos depois da inauguração, em 2016, a escola Sesi de Pelotas foi reconhecida pelo Ministério da Educação, junto com outras 177 instituições educacionais brasileiras, entre organizações não-governamentais, escolas públicas e particulares, como exemplo de inovação e criatividade na Educação Básica.

As obras de ampliação, iniciadas ano passado, incluíram a modernização da estrutura existente para contemplar 12 salas de aula, a construção de um espaço de convivência, de um novo prédio multiuso e a reforma do ginásio. Houve, ainda, intervenção na área externa, como novas passagens de pedestres cobertas, melhorias na iluminação e cercamento. O espaço total do complexo educacional, agora, é de aproximadamente 2,2 mil m². O montante investido faz parte de um total de R$ 300 milhões que a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) disponibilizou por meio do programa “A Indústria Pela Educação”.

Aulas em tempo integral e foco na pesquisa

Entre os diferenciais das Escolas Sesi estão as aulas em tempo integral, as turmas com no máximo 25 alunos divididos em grupos para incentivar o trabalho em equipe, salas ambiente para cada disciplina (são os alunos que se deslocam pelos espaços, e não os professores) e o uso de recursos tecnológicos – como a robótica. Além disso, o aprendizado se dá por meio da pesquisa, na prática. Cada aluno tem um professor articulador, uma espécie de tutor que apoia nos desafios da aprendizagem e nas escolhas para o futuro.

A partir do 2º ano, os estudantes passam a participar de atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em articulação com o mundo do trabalho. As famílias são envolvidas na escola, por meio de atividades diversas. No modelo educacional que não tem fins lucrativos, 80% das vagas são destinadas a dependentes de trabalhadores da indústria, com bolsas que cobrem até 100% das mensalidades. O restante é aberto à comunidade.

“Apostamos em uma escola que dá condições para o jovem escolher o caminho que ele desejar. Um espaço onde a gurizada se reconhece, que está atenta aos anseios das novas gerações. Conseguimos montar uma proposta pedagógica que se conecta com os alunos. Isso trouxe excelentes resultados e, ainda, pode servir de inspiração para outras instituições que atendem estudantes em tempo integral”, avalia Sônia Bier, gerente de educação do Sesi.

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