Projeto de novo acesso à Z3 tramita na Defesa Civil nacional
Estrada, paralela à atual, tem pouco mais de cinco quilômetros de extensão em uma cota de oito metros de altura. Comunidade não ficaria mais isolada em eventos extremos
Projeto da equipe de engenheiros e arquitetos da Secretaria de Urbanismo (Seurb) para um novo acesso à Colônia de Pescadores Z3 está em estudo na Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em Brasília. A estrada de pouco mais de cinco quilômetros de extensão é paralela à atual, junto à orla da Laguna dos Patos, mas não no mesmo nível do manancial, e sim a uma cota de oito metros de altura. O investimento previsto, conforme o projeto, é de R$ 23,4 milhões.
“É [a estrada] sobre um terreno que não sofre alagamentos, se executada, que é o que nós pleiteamos junto ao governo federal, nunca mais a Z3 vai ficar isolada em caso de eventos climáticos extremos”, disse o prefeito Fernando Marroni.
Entusiasta do projeto, o chefe do Executivo justifica a necessidade de um novo acesso não apenas pela vulnerabilidade da estrada junto à orla, mas também pelos investimentos perdidos ao longo dos anos com intervenções meramente paliativas. Marroni lembra ainda que a população da comunidade é altamente dependente de condições adequadas de infraestrutura para acesso a serviços básicos, o que torna a abertura de uma nova estrada mais relevante do ponto de vista humanitário – sobretudo em caso de inundações -, e é ponto de partida para escoamento de safras de pescado, das quais a maioria dos quatro mil habitantes sobrevive, e não raro um corredor de acesso para o transporte de grãos, como o arroz produzido em larga escala em propriedades rurais vizinhas, quando a Estrada da Galateia, segunda opção de acesso à Colônia, apresenta difíceis condições de trafegabilidade.
Projeto executivo
O projeto apresentado pela Prefeitura à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil prevê a construção de uma nova via com um traçado paralelo à Mata do Totó de pouco mais de 5,2 quilômetros de extensão e nove metros de largura (sete metros como pista de rolamento e dois metros como ciclovia). Inclui ponte sobre o arroio Totó, duas travessias de concreto para escoamento subterrâneo de águas pluviais, sistema completo de drenagem, meio-fio, sinalização (vertical e horizontal) e pavimentação com cinco centímetros de asfalto a fim de garantir maior durabilidade. Os planos para a estrada junto à orla, hoje a principal via de acesso à Colônia Z3, é para uso local e turístico, para favorecer a recuperação ambiental da área.
Foto: Volmer Perez






