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Rede Lilás é lançada pela UCPel

Rede Lilás é lançada pela UCPel
26 agosto
09:44 2026

Iniciativa visa fortalecer acolhimento a mulheres em situação de violência

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel) lançou, nesta terça-feira (25), a Rede Lilás UCPel, iniciativa criada para ampliar o acolhimento, a orientação e o encaminhamento de mulheres em situação de violência. O lançamento ocorreu no Campus da Saúde e é alusivo ao Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Integrada ao Projeto Conecta – Ecossistema UCPel, a Rede reúne ações que já eram desenvolvidas pela Universidade, como os projetos de extensão Observatório Nosotras, Entre Nós e ColetivaMente, além de profissionais do Ambulatório, das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) gerenciadas pela UCPel, do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) e dos cursos de Psicologia, Fisioterapia e Odontologia. (UCPel)

Durante o lançamento, a pró-reitora Administrativa da UCPel, Magda Westermann, destacou a importância da iniciativa para o compromisso institucional da Universidade com a comunidade.

“A Universidade tem manifestado o seu repúdio contra qualquer violência contra a mulher. Ações como o Banco Vermelho, instalados nos dois campi da universidade, nos inclui nesta luta diária. Com a Rede Lilás, teremos mais uma porta de entrada que agrega às ações já existentes no município. A nossa universidade é comunitária e assumimos este papel com a criação de um projeto tão agregador”, entende.

Projeto acolhedor

Para o integrante do grupo gestor da Rede Lilás e professor de Medicina Alexandre Moch, a proposta é organizar e fortalecer os serviços já existentes. A iniciativa conta com um Protocolo de Acolhimento às Mulheres em Situação de Violência, elaborado para orientar a atuação das equipes da Universidade.

“Somos um dos estados que mais mata mulher. Então, com um assunto complexo, precisamos de ações complexas que unem assistência, ensino e ciência. Assim, criamos um Protocolo de Acolhimento às Mulheres em Situação de Violência da Rede Lilás. A partir dele, trabalhamos constantemente junto às equipes da UCPel para a realização desse acolhimento”, explica Moch.

Após o atendimento inicial, é realizada uma estratificação de risco e, conforme cada situação, a mulher pode ser inserida na rede de proteção. A proposta atua de forma complementar aos serviços municipais, fortalecendo a articulação entre as instituições.

“A Rede Lilás UCPel é integrada à rede do município. Ela conta com ações que são em conjunto, que vem para somar”, afirma Moch.

Atendimento permanente

Uma das principais ações da Rede é a Sala Lilás, localizada no Prédio Ser Mulher, no Campus Franklin Olivé Leite, a Cidade do SUS da UCPel. O espaço realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, oferecendo acolhimento e encaminhamento às mulheres que procuram o serviço. A Rede também prevê ações de prevenção, conscientização e enfrentamento à violência, como as Caixas Lilás, as oficinas de geração de renda e rodas de conversa, que ocorrerão quinzenalmente.

A Secretária Estadual da Mulher, Ana Costa, ressaltou a importância da articulação entre diferentes instituições para o enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Quando falamos da união da sociedade para a redução das violências, contamos com a participação de todos. A universidade tem um papel fundamental nesse processo, tanto na formação quanto na articulação de pessoas em torno de pautas que promovam a reflexão. A UCPel dá um grande exemplo nesse sentido com a criação da Rede Lilás”, pontuou.

O lançamento reforça a proposta de manter, para além do Agosto Lilás, uma estrutura permanente de cuidado, escuta, orientação e proteção às mulheres em situação de violência.

Também estiveram presentes a secretária municipal da Mulher, Marielda Medeiros; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Francisca de Jesus; a diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Patrícia Guerreiro; o diretor do Centro de Ciências Sociais e Tecnológicas (CCST), Fábio Piñeiro; o diretor do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) e coordenador do curso de Medicina, Cayo Lopes; a coordenadora do curso de Direito, Marina Madruga; a coordenadora do curso de Psicologia, Maria Clara Salengue; a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde no Ciclo Vital, Luísa de Oliveira; além de representantes da comunidade acadêmica e da rede de proteção às mulheres.

Fotos: Bruno Bohm

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