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Tráfego nas rodovias do RS cresce 2,9% em março, mostra pesquisa

Tráfego nas rodovias do RS cresce 2,9% em março, mostra pesquisa
10 abril
09:26 2026

O crescimento foi puxado principalmente pelos veículos leves

O tráfego nas rodovias do Rio Grande do Sul avançou 2,9% entre fevereiro e março de 2026, já descontados os efeitos sazonais, em um movimento que reforça a retomada gradual da mobilidade no estado. As informações são do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), e mostram que o crescimento foi puxado principalmente pelos veículos leves, com alta de 3,2%, enquanto os pesados tiveram avanço mais moderado, de 1,0%.

Na comparação com março do ano passado, o fluxo nas estradas gaúchas cresceu 3,5%, com desempenho equilibrado entre veículos leves (+3,6%) e pesados (+3,0%). No acumulado do primeiro trimestre, o número de viagens aumentou 3,6% frente ao mesmo período de 2025, sustentado sobretudo pelo avanço dos leves (+4,5%), já que os pesados registraram crescimento mais discreto (+0,8%).

Em uma perspectiva mais ampla, os dados indicam um processo de recuperação mais consistente. Nos últimos 12 meses, o tráfego nas rodovias do estado acumulou alta de 12,3%, com forte contribuição dos veículos leves (+13,8%) e também dos pesados (+7,6%), em um contexto ainda influenciado pelos efeitos persistentes de eventos climáticos recentes.

Do lado da mobilidade de passageiros, o ambiente segue relativamente favorável. O mercado de trabalho brasileiro manteve resiliência no trimestre encerrado em fevereiro, com taxa de desocupação de 5,8% e rendimento real habitual de R$ 3.679. No emprego formal, o saldo positivo de 255,3 mil vagas incluiu a abertura de 24,4 mil postos no Rio Grande do Sul, o que ajuda a sustentar deslocamentos ligados ao consumo, trabalho e serviços.

O avanço de 0,3% do setor de serviços em janeiro, que manteve o nível recorde da série, também contribui para a manutenção da demanda por mobilidade, incluindo viagens intermunicipais e deslocamentos associados a lazer e turismo. Nesse cenário, o desempenho dos veículos leves nas rodovias gaúchas reflete uma demanda ainda presente, ainda que com ritmo moderado.

Já no transporte de cargas, o desempenho segue mais diretamente ligado ao calendário agrícola. No Rio Grande do Sul, o avanço do tráfego de veículos pesados está alinhado ao escoamento da safra, especialmente de soja. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que março foi marcado pela continuidade do bom ritmo da colheita no estado, favorecida por condições climáticas positivas, o que tende a ampliar a circulação de caminhões nas rodovias.

Levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostra que a frota gaúcha atingiu 8.541.811 veículos em fevereiro de 2026, o equivalente a 6,6% do total nacional. O número representa alta de 0,2% no mês, com crescimento de 0,3% no ano e de 2,5% em 12 meses.

A composição da frota é liderada por automóveis (57,8%), seguidos por motocicletas (14,7%), caminhonetes (8,3%), camionetas (4,9%) e caminhões (3,0%), além de reboques (2,9%) e outros tipos (8,4%). Em relação ao combustível, predominam os veículos movidos a gasolina (44,4%) e os flex (38,2%), enquanto diesel (9,3%), etanol (2,3%), GNV (0,8%) e elétricos ou híbridos (0,4%) têm menor participação. A idade média da frota no estado é de 19,9 anos, acima da média nacional, indicando um perfil ainda envelhecido.

 

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