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UFPel e IPHAN/RS firmam primeiro convênio de Arqueologia para mapear patrimônio do tropeirismo no RS

UFPel e IPHAN/RS firmam primeiro convênio de Arqueologia para mapear patrimônio do tropeirismo no RS
13 agosto
09:42 2026

Corredores de tropa, e outros tipos de estruturas construídas em pedra, como estes localizados em Bom Jesus, são sítios arqueológicos que estão sendo recadastrados pelo projeto

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Sul (IPHAN/RS) e o Bacharelado em Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) firmaram um convênio inédito para a área de Arqueologia no estado. Trata-se do primeiro acordo desse formato celebrado pelo IPHAN/RS, consolidando uma parceria estratégica entre a autarquia federal e uma instituição de ensino superior para o desenvolvimento de ações de pesquisa, preservação e gestão do patrimônio arqueológico.

O projeto tem como foco a identificação e o cadastro de sítios arqueológicos vinculados ao ciclo do tropeirismo nos municípios de Bom Jesus, São José dos Ausentes, São Francisco de Paula e Santo Antônio da Patrulha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre as rotas tropeiras e suas materialidades, fundamentais para compreender a formação histórica, econômica e cultural do Rio Grande do Sul.

Além de fortalecer a atuação do IPHAN/RS na proteção do patrimônio arqueológico, o convênio representa um marco para o Bacharelado em Arqueologia da UFPel. A participação direta de estudantes e pesquisadores nas atividades do projeto cria um ambiente de formação prática, interdisciplinar e tecnicamente qualificada, aproximando a graduação das demandas reais de gestão patrimonial e ampliando oportunidades de inserção profissional.

A coordenação do projeto está a cargo dos arqueólogos e professores Rafael Corteletti e Rafael Guedes Milheira.

Etapas do projeto

O trabalho será desenvolvido ao longo de oito meses e organizado em três frentes principais. A primeira envolve estudos documentais e bibliográficos. Nessa etapa, é realizado levantamento de referências acadêmicas, técnicas e institucionais, identificação de sítios já registrados ou mencionados em pesquisas anteriores e contextualização histórica das paisagens e vestígios associados ao tropeirismo.

O segundo momento é referente a atividades de campo. Os pesquisadores atuam na identificação, delimitação e documentação dos sítios arqueológicos nos quatro municípios, com uso de ferramentas de georreferenciamento, registros fotográficos e avaliação do estado de conservação e do potencial de visitação.

A última etapa será a sistematização e elaboração de produtos finais. Haverá atualização e inclusão de sítios no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG/IPHAN), elaboração de catálogos municipais do patrimônio arqueológico do tropeirismo, produção de materiais cartográficos e entrega de relatório final com sínteses das atividades e fichas completas de cada sítio identificado.

Atualmente, já estão em andamento as atividades da primeira e segunda etapas.

De acordo com o professor Corteletti, o convênio entre IPHAN/RS e UFPel inaugura um modelo de cooperação que fortalece simultaneamente a pesquisa acadêmica, a formação de novos arqueólogos e a proteção do patrimônio cultural gaúcho. “Ao unir experiência institucional e renovação científica, o projeto contribui para ampliar o conhecimento sobre o tropeirismo e para consolidar práticas de preservação alinhadas às necessidades contemporâneas do campo da Arqueologia”, avalia.

 

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