Diário da Manhã

domingo, 01 de agosto de 2021

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Vereadores decidem pelo retorno às atividades presenciais em agosto

Vereadores decidem pelo retorno às atividades presenciais em agosto
16 julho
08:58 2021

A Câmara Municipal de Pelotas está prestes a abandonar o modelo online e retomar o trabalho presencial para os 21 vereadores. A proposta foi aprovada nesta quinta-feira por 15 votos a 4 e duas abstenções. O presidente do Legislativo, Cristiano Silva (PSDB), indica o dia 3 de agosto como provável data para a volta.

“Esta é uma previsão. Que poderá se comprovar ou não. Só voltaremos depois de providenciar um parecer técnico sobre a viabilidade do retorno e fazer todas as alterações necessárias para garantir a segurança necessária para os vereadores, servidores e assessores”, afirma Silva.

A partir da decisão as sessões das duas próximas semanas devem ser concentradas nas terças-feiras para possibilitar que o restante da semana seja usado para as adequações necessárias no prédio. Além das mudanças físicas serão adotadas medidas severas de controle de acesso de pessoas e protocolos sanitários como a limitação de apenas dois assessores por gabinete, uso obrigatório de máscara em todos os ambientes mesmo que a pessoa esteja desacompanhada e proibição da entrada de qualquer visitante.

“Estamos acelerando a aquisição ou locação de equipamentos que permitam a adoção de um sistema híbrido e se tivermos que retroceder e voltar ao modelo online, iremos fazer isso”, declara.

DISCUSSÕES – A mudança de sistema de trabalho gerou muita discussão entre os vereadores, especialmente no que diz respeito aos riscos para aqueles que possuem comorbidades. O bloco contrário ao retorno teve como principais debatedores Anselmo Rodrigues (PDT), Jurandir Silva (PSOL) e Miriam Marroni (PT).

Os argumentos apresentados ficaram em torno da qualidade e produtividade que tem sido mantida mesmo no sistema online, a precariedade da segurança sanitária para todos que trabalham na Câmara com o retorno de todas as equipes e a falta de estudos ou laudos técnicos sobre que protocolos devem ser tomados para garantir um retorno seguro para todos.

“A Câmara nunca parou de trabalhar. Não tem nenhum processo parado. Achar que trabalho é estar sentado na Câmara presencialmente é errado”, afirma Miriam. A petista avisou que pretende entrar na Justiça caso seja proibida de participar das sessões em modo online.

O grupo apresentou, ainda, números como os seis mil pedidos de providências apresentados e as 30 mensagens da Prefeitura discutidas e votadas desde janeiro para exemplificar a produtividade.

No lado oposto os defensores do retorno capitaneados por César Brisolara, Cesinha (PSB), Marcos Ferreira, Marcola (PTB) e Cristiano Silva (PSDB) usaram como argumentos essenciais o fato de vários setores estarem trabalhando presencialmente e a necessidade da Câmara dar exemplo à comunidade.

“O que precisamos é dar as garantias para as condições de trabalho. Quem vier agora à Casa vai ver que está com todos os setores trabalhando e a única coisa que não está acontecendo são as sessões em plenário. Os vereadores tem que dar exemplo e vir fazer as sessões”, afirma Marcola.

O retorno presencial teve os votos favoráveis de Dila Bandeira (PSDB), Cristiano Silva (PSDB), Jone Soares (PSDB), Márcio Santos (PSDB), Marcola (PTB), Anderson Garcia (PTB), Rafael Barriga(PTB), Carlos Júnio (PSD), Reinaldo Belezinha (PSD), Cristina Oliveira (PDT), Jair Bonow (PP), Michel Promove (PP), Cesinha (PSB), Marisa Schwarzer (PSB), Paulo Coitinho (Cidadania). Votaram contra Miriam (PT), Sid (PT), Anselmo (PDT) e Sizenando (DEM). Se abstiveram Fernanda Miranda e Jurandir, ambos do PSOL.

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