Diário da Manhã

quinta, 13 de agosto de 2020

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ARTES VISUAIS : Histórias narradas nos entalhes em madeira

28 julho
09:05 2020

Peças escultóricas criadas das sobras e retalhos de material de demolição

Por Carlos Cogoy

Meia centena de esculturas, projetadas e confeccionadas desde maio. O distanciamento social foi o principal estímulo do artista visual pelotense Alex Sena. Reaproveitando material de demolição, como sobras e retalhos, ele encontrou na criatividade, tanto uma forma de interação com amigos, quanto o reencontro com a memória. Nas casas simples, lembrança das férias na infância. Nos totens longilíneos, as figuras humanas. Após a divulgação da primeira peça numa rede social, começaram a surgir encomendas. Desde então, as esculturas têm sido comercializadas na cidade natal, bem como para moradores de cidades como Porto Alegre, Florianópolis e São Paulo. No Facebook, busque Alex Sena, no Instagram: @alexsena73. Informações: (53) 9 8127.2042 (WhatsApp).

Casas evocam memórias

Casas evocam memórias

SÉRIES – O artista menciona que as séries de esculturas, contam histórias e estão intituladas. Ele explica: “O isolamento foi o gatilho, mas também tive o apoio de amigos, que me incentivaram muito a transformar um quarto do apartamento em ateliê. No início relutei um pouco, mas aos poucos fui convencido a retomar a produção artística. A esses amigos serei sempre grato. E comecei com a Vila Dona Anita, onde conto as histórias da minha infância, quando passava férias na casa de uma tia. Conforme ia criando essas vilas, ia contando as recordações que tenho. E também foram surgindo outros projetos, como a série Família, uma analogia ao lugar seguro de se estar num momento tão complicado a todos. Já a série Gente, refere-se a falta dos amigos nesses dias tão difíceis. A mais recente, que estou finalizando, é a série Todos os Eus, inspirada no romance ‘Um, nenhum e cem mil’ de Luigi Pirandello”.

Artista visual Alex Sena

Artista visual Alex Sena

TRABALHO – A matéria-prima provém de idas ao Pontal da Barra, material de demolição, e também enviada por amigos. “Esse material que recebo, vem com todo tipo de acabamento ou defeito. Mas é isso que gosto  no material reaproveitado. Observar como está e, a partir  dessas formas e desgastes, criar peças, dar uma história, preencher com memórias. Elas vêm com uma marca e eu me aproprio disso. Já as formas de trabalhar com esses materiais, são bem variadas. Dependendo do projeto, posso lixar, escovar, queimar, polir, esculpir, pintar, envernizar, cortar”, diz o autor.

Figuras longilíneas

Figuras longilíneas

DIMENSÕES também oscilam. Conforme Alex, a menor mede 10x10cm, e a maior tem 88x45cm. Licenciado em Artes Visuais na UFPel, Alex participou de salões de arte, e foi premiado em edições do Jovem Artista e Sesi Descobrindo Talentos.

 

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