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quinta, 13 de agosto de 2020

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Graduados de teatro da UFPel apresentam “O Cárcere da Alma Feminina”

Graduados de teatro da UFPel apresentam “O Cárcere da Alma Feminina”
24 setembro
12:47 2013

Teatro UFPel O Cárcere da Alma FemininaO grupo Os Encarceyrados, formado por ex-estudantes do curso de teatro da UFPel, apresentou na última semana o espetáculo O Cárcere da Alma Feminina.  Criada na disciplina de Encenação, em 2011, a peça recebeu elogios dos professores e hoje se tornou um espetáculo grandioso e premiado. Tendo como temática a transexualidade, em uma hora de apresentação, somos introduzidos à vida de um menino que nasceu no corpo errado. Foram feitas três apresentações na biblioteca pública pelotense, onde o público pode prestigiar de graça o espetáculo.

O diretor da peça, Maicon Barbosa, achou no “Poema Gay”, de Glória Horta, um assunto que gostaria de falar há tempos, mas que ainda não havia encontrado uma forma certa de abordar. A ideia da transexualidade já estava em sua vida, desde o início da faculdade, quando seu colega menino foi se transformando em uma linda mulher. Essa mulher hoje é Márcia Monks, a protagonista da peça.

No enredo da estória, Tábata é uma mulher com muitas recordações. Ao longo da narrativa viajamos em pequenos flashs de sua vida, de quando ainda era um menino que sonhava em ser menina. Porém, sua mãe era relutante e jamais aceitaria que o filho usasse as roupas da irmã.

Questionada sobre a sua identificação com a personagem que interpreta, Márcia diz que já passou pelo que Tábata vive, mas que hoje já superou. “Como se trata de uma personagem que tem muito de mim, eu como atriz, acabo sofrendo junto. Minha mãe me ensinou a rezar antes de dormir e assim como na peça, eu sempre pedia a Deus para que ele me tornasse uma mulher, pelo menos por um dia. Hoje ele realizou o meu sonho”, conta emocionada.

Projeto aprovado no Pró-Cultura

Em 2013 o espetáculo foi aprovado no Pró-Cultura, projeto financiado pela Secretaria Municipal de Pelotas como um apoio à Cultura da cidade. Em contrapartida, o grupo apresentou a peça em diversas escolas da cidade, onde foi nítida a curiosidade dos estudantes acerca dos temas bullyng, sexualidade, religião e educação, que a peça traz. O diretor da produção vê esse retorno de forma positiva, já que poucas pessoas estão familiarizadas com o tema. “Nosso espetáculo conta o lado da história que a sociedade ainda não contou”, afirma Maicon.

Tainara Urrutia, responsável pela iluminação do cenário, diz que com a ajuda do Pró-Cultura a peça cresceu em vários aspectos. Cristiano Morales passou a integrar o elenco, realizando uma trilha sonora ao vivo, onde toca violão, baixo e utiliza recursos de um computador; e foram incluídos novos personagens para engrandecer a história.

Premiação

A peça concorreu em dois grandes festivais no estado e no festival Pedritense de Teatro, que aconteceu no mês de setembro, dois atores da peça foram premiados. Jandira Brito ganhou como melhor atriz coadjuvante e Diogo Souza, que tem apenas 10 anos, como melhor ator mirim em um prêmio especial do júri.

Na Fenadoce desse ano, o grupo ainda ganhou a segunda colocação de melhor espetáculo.

Onde assistir

No dia 25 de setembro o grupo fará uma apresentação no João Gilberto Bar, após o “Espetáculo festa com DJ Thalita”. O valor do ingresso é de R$10,00 e pode ser comprado diretamente no Bar.

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