Diário da Manhã

terça, 25 de fevereiro de 2020

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MILONGA URBANA : Folk e blues nos caminhos sonoros de Yuri Marimon

16 janeiro
17:16 2020

Com oito faixas, disco Milonga Urbana já está nas plataformas digitais

Por Carlos Cogoy

Eu vou seguindo pelos meus caminhos/ ando em busca de algum abrigo/ onde tenha o que comer/ algo pra beber/ onde eu possa descansar/ lavar a alma/ dormir um pouco/ depois desse louco louco longo caminhar/ sigo em busca de algum lugar/ onde eu possa encontrar comigo mesmo, e vejo o longe pode estar mais perto. Versos que abrem a bela canção “Pelos meus caminhos”, autoria do compositor e instrumentista pelotense Yuri Marimon. A música, que conta com a participação de Ana Lima no vocal, é a terceira faixa do disco “Milonga Urbana”. Lançado nesta semana, o disco tem como sonoridade a influência do folk, blues, rock e música eletro acústica. Yuri conta que a gravação começou há dois anos, e foi concluída ano passado. As oito faixas estão nas plataformas: bandcamp; spotify; deezer.

yuri Marimon CAPAMILONGA – No disco as músicas: Mudo então canto; Milonga Urbana; Pelos meus caminhos; Diamante; Eu tô vivo; Essa turma; Pra ti minha vó; Naked. O músico acrescenta: “A influência sulista veio naturalmente, e Milonga Urbana intitula o disco. Nela fui fundo no caldeirão de sons desde a captação do coaxo dos sapos, o som do trem, e o fogo no interior enluarado da região da campanha, além de vários overdubs de guitarra. E tudo dentro de uma milonga. Aliás, milonga é uma expressão muito antiga, que tem um sentido mais amplo do que o estritamente musical, pois também significa palavra, histórias e magia”. No disco, “Mudo então canto”, letra que exalta as novas direções, sem esquecer das trilhas percorridas. Na faixa “Essa turma”, crítica ao políticos profissionais e ministros, condenados à ganância. Em “Diamante”, uma viola e o pé na estrada rumo ao Uruguai. Na singela “Pra ti minha vó”, lembrança e saudade. Yuri além de cantar, toca guitarra, violões, gaita de boca e percussão. Entre as participações especiais: percussionista Matheus Valente, e a cantora Silvia Pinto.

MATO CERRADO – Ano passado, Yuri reencontrou Wysrah Moraes, seu parceiro na banda Mato Cerrado, em São Paulo. Ao lado de Eduardo Machado e Eric Peixoto, eles participaram da Caravana de Músicas Especiais para uma Boa Viagem. O projeto percorreu bares e, ao domingos, era apresentado na avenida Paulista. Também em 2019, diz Yuri, a Mato Cerrado lançou um novo EP. O trabalho, bem como as gravações de 2015 e 17, estãonas plataformas digitais. Atualmente, o músico integra a banda Matudari que, recentemente, lançou o clipe “Iradutam”. O vídeo pode ser assistido no Youtube.

TRAJETÓRIA – Há quatro anos, Yuri concluiu a formação em composição na UFPel. Mas a relação com a música remonta aos onze anos, quando tocou uma guitarra pela primeira vez. O instrumento era de amigo do pai, e a experiência ocorreu no Basílio, interior de Piratini. Aos doze, porém, ele passou a aprofundar o estudo da guitarra, e também do violão. “Com uns quinze anos, senti que realmente podia me expressar musicalmente, que o instrumento podia ser uma extensão do meu corpo e da minha alma. Assim, um meio de exprimir o que minhas palavras e pensamentos não alcançavam”, diz. Em casa, ouvia Pink Floyd, uma fita cassete do Titãs, e Nirvana. Conforme menciona, foi o CD “Nevermind” do Nirvana, que aumentou seu interesse pelo rock. Outro fator que pode ter determinado seu interesse, especula Yuri, é o DNA já que o avô Ney foi gaiteiro, e animou bailes entre os anos quarenta e setenta.

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