Diário da Manhã

quinta, 01 de outubro de 2020

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Telemedicina preocupa Sociedade de Oftalmologia

Telemedicina preocupa Sociedade de Oftalmologia
20 maio
10:17 2020

Depois de um período de mudanças nos atendimentos oftalmológicos por conta da Covid-19, os oftalmologistas estão retomando os atendimentos tanto de consultas quanto de cirurgias eletivas. A retomada segue as normativas da vigilância sanitária e órgãos competentes com consultas mais espaçadas, redução de pessoas na sala de espera e seguindo as normas de higiene impostas desde o começo da pandemia.

Nesse cenário surgiu como uma das soluções para atendimentos médicos neste período a portaria 467/2020 publicada pelo Ministério da Saúde, a qual autoriza o teleatendimento. A regulamentação é válida até o final da pandemia.

No Rio Grande do Sul, a Sociedade de Oftalmologia (Sorigs) discute os moldes de sua implementação nos atendimentos oftalmológicos, conforme explica a presidente da Sorigs, Terla Castro. “Acreditamos que a telemedicina pode ser prejudicial para os pacientes, uma vez que o médico precisa dos aparelhos para fazer uma consulta oftalmológica. Vemos o modelo funcionando bem como uma consultoria, já que é quase impossível fazer diagnósticos de problemas relacionados a visão pelo computador ou por telefone”, destaca.

Outro ponto que causa bastante discussão e, também, preocupação é a forma como são realizadas as consultas. “ As Operadoras dos planos de saúde querem que o teleatendimento seja feito com o uso de aplicativos internos delas e com horário e dia da semana específicos. Entretanto, entendemos que isso não pode ser definido pela operadora, por isso estamos realizando um amplo debate para, dentro da Oftalmologia, definir os moldes que melhor irão atender a população”, pontuou a presidente da Sorigs.

PROTOCOLOS UTILIZADOS

Durante o atendimento em consultório, médicos e pacientes devem usar máscaras cirúrgicas e fazer higiene muito frequente das mãos. Em caso de atendimento de paciente suspeito ou confirmado de COVID19, os profissionais devem usar equipamentos de proteção individual como touca, óculos de proteção com abas laterais, protetor facial, máscara N95 ou PFF2, luvas e capote.

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