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Sessão da Câmara é marcada por protestos contra machismo e misoginia

Sessão da Câmara é marcada por protestos contra machismo e misoginia
25 agosto
16:02 2026

Grupo de mulheres ocupa espaço reservado ao público e mostra cartazes contra violência política de gênero, citando a Lei 14.192/2021

A semana de atividades plenárias na Câmara iniciou nesta terça-feira (25), com sessão presidida pelo vereador Michel Promove, secretariada por Paulo Coitinho e com a presença da quase totalidade dos parlamentares – apenas um ausente, o vereador cauê martins. No espaço reservado ao público, um grupo de mulheres empunhou cartazes contra a violência política de gênero, citando a Lei 14.192/202, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a manifestação contra representantes femininas.

A vereadora Miriam Marroni, em pronunciamento da tribuna, reportou-se a ambientes de disputa que, no seu entendimento, se caracterizam como retrocesso nas relações humanas de respeito às diferenças. “O Brasil retrocedeu, desconstruiu a democracia. A moral de extrema direita trouxe o comportamento machista, mazelas culturais, lei invisível de costumes. E isso provoca sofrimento, anula mulheres e crianças.” A vereadora citou as falas do colega Marcelo Bagé (PL), como ofensivas e agressivas, para exemplificar o tratamento que as parlamentares estão recebendo de alguns colegas na Câmara.

Fernanda Miranda dedicou sua fala para lembrar que foi envolvida em situação que dizia respeito a sua vida privada e que não interferiu no seu trabalho, mas culminou com seu afastamento da Câmara. Citou políticos do Partido Liberal (PL) que foram presos por crimes e disse que há dois pesos e duas medidas para tratar dos fatos e que isso lhe causa sentimento de injustiça. Às mulheres com cartazes na plateia, afirmou: “Temos força coletiva”.

O vereador Marcelo Bagé informou que está apresentando ao Legislativo projeto de lei ordinária que institui o Programa Municipal de Limpeza e Manutenção Preventiva de Valetas e Bueiros e estabelece diretrizes para a prevenção de alagamentos e obstruções da drenagem urbana no município. Segundo o parlamentar, os serviços são insuficientes e, no geral, as mulheres são as mais afetadas, porque procuram manter suas moradias em segurança contra invasão de excedentes de tubulações obstruídas. Criticou o Executivo pela falta de cumprimento de promessas de campanha e de atendimento a demandas.

Jurandir Silva referiu-se às relações políticas, exemplificando com o nível dos debates da sessão desta terça-feira, com discussão dos problemas com respeito. Lembrou-se de outros momentos, quando “os ataques eram constantes e o desrespeito virou padrão.” Confessou-se otimista e apelou à reflexão de parte de todos.

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