Agência norte-americana do clima confirma início do El Niño 2026-2027
Alerta para possível evento de forte intensidade, podendo figurar entre os mais fortes desde 1950
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11) o início do fenômeno El Niño 2026-2027. Segundo a agência, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já está acompanhado por alterações atmosféricas características do fenômeno, configurando o chamado acoplamento oceano-atmosfera.
De acordo com a NOAA, as temperaturas da superfície do mar estão acima da média entre as porções central e leste do Pacífico, enquanto mudanças nos ventos, na nebulosidade e nos padrões de chuva reforçam a instalação do evento climático.
As projeções indicam que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses. Modelos climáticos apontam 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, podendo figurar entre os mais intensos registrados desde 1950.
Sul será a região mais afetada
O último episódio de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e esteve associado a eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta, incluindo a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024.
Para o Sul do Brasil, os sinais são de atenção. Historicamente, o fenômeno aumenta o volume de chuvas na região, elevando o risco de enchentes, cheias de rios, temporais e queda de granizo. Especialistas destacam que o período de maior impacto tende a ocorrer durante a primavera de 2026 e o outono de 2027.
Apesar do aumento do risco de eventos extremos, meteorologistas ressaltam que não é possível afirmar, neste momento, que haverá uma repetição de desastres como a enchente histórica registrada no Rio Grande do Sul há dois anos. A ocorrência e a magnitude desses eventos dependem da combinação de diversos fatores atmosféricos, avaliados com maior precisão apenas em previsões de curto prazo.






