Diário da Manhã

sábado, 27 de fevereiro de 2021

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MEMÓRIA : Filho da Griô Sirley Amaro foi atleta no G. E. Brasil

15 dezembro
08:41 2020

Há 35 anos sem vir a Pelotas, Alvaro Amaro recorda a fase esportiva

Por Carlos Cogoy

Há mais de 25 anos ele reside na Bahia, onde encerrou a carreira como jogador de futebol em 1995. Posteriormente, inúmeras atividades em ações sociais, bem como em projetos culturais. Em Salvador, onde está radicado, Alvaro da Silva Amaro, o zagueiro “Sagui” do Grêmio Esportivo Brasil entre 1979 e 1990, tem carreira como radialista e dedicação à religiosidade. O retorno à cidade natal, no início de novembro, foi para a despedida da mãe, griô Sirley Amaro, falecida ao fim de outubro. O retorno para a Bahia, conforme menciona, estava programado para 2 deste mês. No entanto, devido ao apelo de amigos como o produtor artístico Marco Jr, e torcedores do rubro-negro, Alvaro Amaro por duas vezes adiou a viagem. No entanto, informa que no dia 30 estará embarcando para Salvador. Como perspectiva, acrescenta o ex-atleta, possibilidade de retorno a Pelotas em fevereiro. E a chance é de voltar a residir na cidade, já que pode desenvolver o trabalho como DJ “Panafricano”, e também na consultoria para previsão astral Odu de nascença, Tarot Marseille, Numerocartol e ungido de fusões ensabas (folhas), e ikebanas afro-orientais. Informações: (71) 8662.8446.

Entre 1979 e 90, Alvaro “Sagui” Silva (em pé ao centro), jogou no Brasil de Pelotas

FUTEBOL – Irmão de Eduardo “Mister Negrinho” Amaro, e filho da dona Sirley Amaro, costureira, e do pai Oswaldo Amaro, sapateiro, Alvaro nasceu há 55 anos no então bairro Milheira – atual Travessa Sturbelle. Entre as escolas, o “Abriguinho”, N. Sra. Medianeira, Pão dos Pobres, Salis Goulart, João XVIII. Também recorda da Escola Municipal de Arte, e período como escoteiro no grupo Iguassu. Adolescente, escolas de samba Era Uma Vez Areal e Telles. A ligação com o futebol começou quando, uma bola de um jogo do Pelotas versus o Cruzeiro de Porto Alegre, caiu nas imediações do bar Boca do Lobo. Um amigo do Alvaro, o Marcos “Vaca” – irmão mais velho do falecido zagueiro Regis do Brasil -, levou a bola para Travessa Sturbelle. Alguns meses depois, a bola foi vendida para que o time do bairro pudesse ser inscrito no campeonato municipal de Futsal. Dona Sirley costurou os números, e o time foi para a disputa no ginásio do Paulista. Num gol de cabeça do Alvaro, ele chamou a atenção de Gilmar Bermudes, diretor do Brasil. Na sequência, ele começou a treinar na Agremiação. Conforme recorda, era atacante e tinha boa impulsão. Como voltava para ajudar a zaga, inspirou-se em ídolos da posição, como Beto Fuscão, Aloísio, Ortunho, Tino, Bacamarte, francês Marius Trésor e o equatoriano Quiñónez, e trocou de função.

Griô Sirley Amaro e o filho Alvaro da Silva Amaro

BRASIL – Alvaro lembra que gostava de jogar como quarto zagueiro. Mas havia necessidade de central, daí nova troca de posição. Durante um mês, chegou a passar por estágio no Farroupilha. Mas foi no Xavante, que houve a fase com ensinamentos de Oswaldo Barbosa, Galego, “seu” Getúlio, Davi Patinete, auxiliar Francisco Brandi, Paulo Franzel, Ceará, Bebeto, Felipão, Francisco “Chiquinho” Neto e Valmir Louruz. Alvaro salienta a valorização dos jovens no Brasil, principalmente com Felipão e Louruz, já que treinavam com os elencos de 1983 e 85 – terceiro colocado no Brasileiro. Entre os títulos, citadino invicto em 1981, vice-campeão gaúcho em 1983, campeão gaúcho de Juniores em 84 – classificando-se para a Copa São Paulo de 85. Em 1987, Alvaro sofreu ruptura ligamentar. O retorno aconteceria somente em 89. No ano seguinte, foi para o Taguá, campeão do acesso. A seguir, temporadas no Guarany de Bagé, Caçadores de Santa Catarina, Goioerê do Paraná, União Nacional de Macaé no Rio de Janeiro, Votuporanguense e José Bonifácio de São Paulo, Icasa do Cesará, e Galícia na Bahia, onde encerrou.

Alvaro recepcionado por Marco Jr e torcedores rubro-negros

AMIGOS – Na Bahia, Alvaro há cinco anos recepciona os torcedores que acompanham os jogos do Brasil. Na cidade natal, destaca a acolhida de amigos como Jacqueline Santos, Mapa do Trombone, Rangel do Uber, Carlos Augusto, Geraldo, Jair, Venancio, Roger, Aiel, Eliane, Alexandre, Ubirajara Novo e Julio Santos. Pai de Edemir e Alef Prince, Alvaro é o primeiro Sopapeiro da Bahia. Como ressalta, seu objetivo é prosseguir o legado da mestra Sirley Amaro

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