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Novo rim muda trajetória de paciente que aguardava transplante após dois anos em diálise

Novo rim muda trajetória de paciente que aguardava transplante após dois anos em diálise
07 agosto
13:46 2026

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário São Francisco de Paula, em Pelotas, após a captação do órgão em Gravataí e avaliação em Porto Alegre

Uma paciente de 41 anos, que há cerca de dois anos realizava diálise peritoneal, recebeu um novo rim nesta sexta-feira (7) em Pelotas. O transplante renal foi realizado no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), após o órgão ser captado em Gravataí e passar por avaliação em Porto Alegre antes de ser destinado ao procedimento.

A oferta do rim foi recebida pela equipe ao meio-dia de quinta-feira. Após as avaliações técnicas necessárias, a confirmação para a realização do transplante ocorreu no início da noite. A cirurgia teve início nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira e foi concluída pela equipe responsável pelo procedimento.

Segundo o médico nefrologista e coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HUSFP, Matheus Pinto, a paciente já era acompanhada pelo serviço de Nefrologia da instituição e estava em tratamento por meio da diálise peritoneal há aproximadamente dois anos. O transplante representa uma nova perspectiva para a paciente, que passa a ter a possibilidade de uma rotina com menor dependência do tratamento dialítico.

Com o procedimento realizado nesta sexta-feira, o HUSFP alcança a marca de seis transplantes renais realizados em 2026. A atividade envolve uma estrutura que reúne diferentes profissionais e etapas, desde o acompanhamento dos pacientes em tratamento renal até a avaliação do órgão disponibilizado pela rede estadual de transplantes.

A logística para um transplante depende de uma articulação que envolve equipes hospitalares, transporte especializado e análises técnicas para garantir que o órgão chegue ao receptor dentro das condições adequadas.

Para pacientes com doença renal crônica avançada, o transplante pode representar a possibilidade de reduzir a dependência da diálise, tratamento que substitui parcialmente a função dos rins e exige acompanhamento contínuo.

 

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