Novo rim muda trajetória de paciente que aguardava transplante após dois anos em diálise
Procedimento foi realizado no Hospital Universitário São Francisco de Paula, em Pelotas, após a captação do órgão em Gravataí e avaliação em Porto Alegre
Uma paciente de 41 anos, que há cerca de dois anos realizava diálise peritoneal, recebeu um novo rim nesta sexta-feira (7) em Pelotas. O transplante renal foi realizado no Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), após o órgão ser captado em Gravataí e passar por avaliação em Porto Alegre antes de ser destinado ao procedimento.
A oferta do rim foi recebida pela equipe ao meio-dia de quinta-feira. Após as avaliações técnicas necessárias, a confirmação para a realização do transplante ocorreu no início da noite. A cirurgia teve início nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira e foi concluída pela equipe responsável pelo procedimento.
Segundo o médico nefrologista e coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HUSFP, Matheus Pinto, a paciente já era acompanhada pelo serviço de Nefrologia da instituição e estava em tratamento por meio da diálise peritoneal há aproximadamente dois anos. O transplante representa uma nova perspectiva para a paciente, que passa a ter a possibilidade de uma rotina com menor dependência do tratamento dialítico.
Com o procedimento realizado nesta sexta-feira, o HUSFP alcança a marca de seis transplantes renais realizados em 2026. A atividade envolve uma estrutura que reúne diferentes profissionais e etapas, desde o acompanhamento dos pacientes em tratamento renal até a avaliação do órgão disponibilizado pela rede estadual de transplantes.
A logística para um transplante depende de uma articulação que envolve equipes hospitalares, transporte especializado e análises técnicas para garantir que o órgão chegue ao receptor dentro das condições adequadas.
Para pacientes com doença renal crônica avançada, o transplante pode representar a possibilidade de reduzir a dependência da diálise, tratamento que substitui parcialmente a função dos rins e exige acompanhamento contínuo.






