RECUPERAÇÃO : Paulo Porto muda de esquema
Com três desfalques no time, treinador pode optar por trio de zagueiros

Bruno Salvador pode ter outros dois zagueiros ao seu lado numa tentativa de fazer a defesa ser mais eficiente
Foto: Alisson Assumpção/DM
O Pelotas perdeu mais do que a partida de estreia no Gauchão, sábado, em Veranópolis. Perdeu também três jogadores: Felipe Garcia e César Santiago foram expulsos; e o Tiago Gaúcho sofreu uma torção no tornozelo direito, que pode ter afetado o ligamento. Em função desses problemas e considerando que a defesa apresentou deficiência diante do Esportivo, o técnico Paulo Porto pode optar pelo esquema 3-6-1 para jogar diante do Veranópolis, nesta quarta-feira, na Boca do Lobo.
Sem poder contar com dois volantes (Tiago Gaúcho e César Santiago), Porto testou no treino desta segunda-feira a formação com três zagueiros. O trio defensivo foi formado por Fred, Lucas Bahia e Bruno Salvador. Outra mudança ocorreu na lateral-esquerda. Saiu Carlos Alexandre e entrou Alex, que já foi utilizado nos dois últimos jogos, entrando no time durante o segundo tempo.
O meio-campo deverá ter Felipe Guedes, Carlos Alberto e Jefferson, com a presença de Lucas na função de articulação. No ataque, sem Gilmar e Rafael Santiago, lesionados; e Felipe Garcia, suspenso, a opção é o garoto Kayron. O provável time do Pelotas para enfrentar o Veranópolis, amanhã, às 20h30, na Boca do Lobo, é Paulo Sérgio; Fred, Lucas Bahia e Bruno Salvador; Igor, Felipe Guedes, Carlos Alberto, Jefferson, Lucas e Alex; Kayron.
Depois de perder na estreia no Gauchão, o Pelotas projeta a recuperação plena nos dois jogos seguidos dentro de casa: nesta quarta, contra o Veranópolis; e sábado, contra o Juventude. “Queremos conquistar os seis pontos”, afirma o volante Felipe Guedes.
Coutinho: “Se fizer gol, comemoro”
O jogo desta quarta-feira, na Boca do Lobo, marca o reencontro de Bruno Coutinho com a torcida do Pelotas. O meio-campista ficou apenas 70 dias no clube na temporada passada, mas tempo suficiente para fazer sucesso dentro e fora do campo. Ele começou o Gauchão, fazendo gol – o primeiro do Veranópolis no empate por 2 a 2 com o Caxias, domingo, no Antonio David Farina. Se voltar a marcar amanhã, ele promete comemorar. “Não tem como não comemorar: o gol é o momento máximo do futebol”, afirma.
O jogador encara com naturalidade o enfrentamento com o Pelotas. “Isso é uma situação normal no futebol, mas pela identificação com o clube e pelo que fiz pelo Pelotas fica uma situação um pouquinha estranha”, revela o jogador – autor de dois no Bra-Pel em que o Lobão quebrou o tabu de quase 10 anos sem vencer o Brasil.
Coutinho imagina que possa ser vaiado pela torcida áureo-cerúlea. “Alguns não entenderam minha saída; outros entenderam. Eu poderia até ter continuado no Pelotas, até porque a proposta financeiramente era muito melhor do que a do Veranópolis. Só que fiz uma opção de trabalhar com o Julinho Camargo”, completa.
Bate Pronto – por Caldenei Gomes
Sina na estreia
Mais uma vez, o Pelotas perde na estreia do Gauchão. Uma sina que persegue os áureo-cerúleos. Foram três derrotas em estreia de Campeonato Gaúcho, antes do rebaixamento: 2002 – 3 a 1 para o Guarani-VA; 2003 – 3 a 0 para o Santa Cruz; e 2004 – 1 a 0 para o Esportivo. E mais cinco no retorno do clube à primeira divisão: 2010 – 3 a 2 para o Grêmio; 2011 – 2 a 1 para o Ypiranga; 2012 – 2 a 1 para o São Luiz; 2013 – 1 a 0 para o São José; e 2004 – 3 a 2 para o Esportivo.
O que deve ser resaltado é o poder de reação do time – mais uma vez, depois de estar perdendo por 2 a 0. O que chama atenção no lado negativo é a facilidade com que o adversário entrou na defesa do Pelotas nos três gols e no lance do pênalti defendido por Paulo Sérgio. Que Francisco da Silva Neto é um mau árbitro, não é nenhuma novidade… Mas as imagens da televisão mostram que ele acertou nos dois pênaltis. Mas deixou de dar uma falta sobre Jefferson – cometida pelo goleiro -, mas fora da área. Quanto às provocações de Chico Neto, são outras coisas. Se existiram, condenáveis.