Diário da Manhã

quinta, 23 de setembro de 2021

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A escassez de ídolos no futebol

10 setembro
08:27 2021

Por: Henrique König

Um assunto polêmico, que teria várias frentes para debate. Se é saudável ou não idolatrar pessoas que não conhecemos (ou convivemos). Também sobre as demais modalidades esportivas merecerem muito mais espaço para venerarmos seus ditos heróis. Mas aqui o foco é sobre como o futebol dinâmico e extremamente financeiro de hoje faz com que os exemplos de perseverança por uma camisa, por uma torcida, se tornem raros.

MAICON

O volante Maicon se despediu de vez do Grêmio na passagem como jogador. Marcado como capitão na história recente do clube, conquistou a Copa do Brasil, a Libertadores, a Recopa Sul-Americana e quatro estaduais. Foram 248 jogos e 15 gols marcados. Para a torcida, também deixou um belo retrospecto nos clássicos Gre-Nal dos últimos anos.

De Gre-Nal, o argentino Andrés D’Alessandro entendia. Se a sua despedida não foi da melhor maneira, quando o domínio passou a ser do Grêmio, em outros anos, o meio-campista havia se tornado um dos jogadores mais vencedores da história do Inter. Conquistou Sul-Americana, Libertadores, Recopa e também esteve na conquista de seis estaduais. Atuando mais próximo da meta, em 12 anos de contrato com o Colorado, marcou 90 gols.

DALESSANDRO

Capitães em Porto Alegre. Um vindo do Rio de Janeiro e outro de Buenos Aires. Em Pelotas, o nome da década foi o goiano Leandro Leite. Jogador de poucos gols, mas muita marcação, raça e dedicação. Leandro foi símbolo do time de Rogério Zimmermann em campo. Capitão nos acessos desde a subida para o Gauchão em 2013, passando por títulos do interior, pela subida desde a Série D até a Série B, e permanecendo com o clube até 2020. Um nome que honrou a camisa e fica na história rubro-negra.

Leandro Leite

Na escassez de ídolos de muitas partidas por um mesmo clube, outro Leandro esteve com o Brasil em acesso nacional e nas últimas temporadas de B: zagueiro Leandro Camilo. Único jogador remanescente desde a primeira campanha na B em 2016, que se saiba posicionar o jogador como um dos grandes na história, independente do mau momento que vive o clube. Os ídolos, os que honram a camisa, são cada vez mais raros.

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