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sexta, 05 de março de 2021

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Com participação do RS, secretários de Saúde defendem que ministério adquira todas as vacinas reconhecidas

Com participação do RS, secretários de Saúde defendem que ministério adquira todas as vacinas reconhecidas
08 dezembro
09:00 2020

Com apoio da secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, e da pasta, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram, sábado (5/12), nota em que defendem que todas as vacinas com eficácia e segurança reconhecidas contra a Covid-19 sejam incorporadas ao Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Neste sentido, entendem que a aquisição das vacinas seja feita pelo Ministério da Saúde, responsável pelo PNI, “como medida para garantir a equidade entre os entes subnacionais”, ou seja, sem disputa entre Estados ou municípios e seguindo uma regra unificada em todo o país.

“A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos Estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina”, destaca a nota.

Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou que o cronograma de vacinação prevê o início das aplicações em março, no qual idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas terão prioridade. Segundo o governo federal, o Brasil tem o fornecimento garantido de 142,9 milhões de doses de vacinas por meio dos acordos entre a Fiocruz e a AstraZeneca (100,4 milhões) e a Covax Facility (42,5 milhões), iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mesmo que as primeiras doses de uma vacina contra a Covid-19 possam ser aplicadas somente em 2021, a Secretaria da Saúde do RS já elabora um plano de vacinação que prevê o fluxo desde o laboratório produtor até a sala de vacinas. O planejamento prevê que a imunização seja destinada a populações prioritárias definidas pelo PNI.

A equipe técnica do Programa Estadual de Imunizações, da Divisão de Epidemiologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), está organizando e adequando a estrutura da rede de frio para armazenagem e distribuição das doses. A partir da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), com sede em Porto Alegre, as vacinas serão entregues às Centrais de Frio das 18 Regionais de Saúde e em 308 câmaras de conservação de municípios com até 100 mil habitantes.

Sistemas de informação e comunicação, além da capacitação profissional e educação permanente, estão previstos na planificação e organização da vacinação no Rio Grande do Sul.

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