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terça, 24 de novembro de 2020

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JAGUARÃO-RIO BRANCO : Ponte Barão de Mauá completa 90 anos nesta sexta

JAGUARÃO-RIO BRANCO : Ponte Barão de Mauá completa 90 anos nesta sexta
20 novembro
14:49 2020

Consta que em 1918 foi firmado um tratado entre Brasil e Uruguai com a intenção de uni-los por via rodoviária e ferroviária. E já no ano seguinte foram criadas duas comissões internacionais subordinadas aos Ministérios das Relações Exteriores dos dois países. Pelo Brasil foram escolhidos o Marechal Gabriel Pereira de Souza Botafogo, o Major Eng. José Ribeiro Gomes e o Capitão Eng. José Vicente de Araújo e Silva, e pelo país vizinho os Eng. Virgilio Sampognaro e Quinto Bonomi.

As duas comissões definiram a localização da ponte, executaram o anteprojeto, abriram concorrência para a execução e julgaram as propostas apresentadas até o fim de 1926. A firma brasileira E. Kemnitz & Cia. foi a vencedora, sendo o valor estipulado em libras esterlinas. O contrato foi assinado em 21 de março de 1927, tendo sido, logo, iniciada a construção que se estendeu até 1930, tendo sido a obra de maior porte até então construída no Brasil e no vizinho país, sendo, à época, a mais extensa da América do Sul.

O Uruguai ficou com a responsabilidade de construir a ponte sendo nomeado como diretor o Eng. Quinto Bonomi e como o ajudante o Eng. Roque Aita, e o Brasil nomeou como representante, para acompanhar os trabalhos, o Eng. M. J. Moreira Fischer.

A firma empreiteira comprometeu-se a realizar a construção no prazo de dezoito meses, mas divergências surgidas entre o projeto oficial e o terreno encontrado ocasionaram um grande adiamento e a ponte só pôde ser concluída em um pouco mais de três anos e meio. Trabalharam em sua construção 6.215 operários de diversas nacionalidades, sendo a obra oficialmente entregue em 14 de novembro de 1930 e inaugurada a 20 do mesmo mês.

A ponte foi denominada Barão de Mauá em homenagem ao barão, depois visconde, nascido na vizinha cidade de Jaguarão, Arroio Grande, mantendo até hoje – quando se ouve falar na construção de outra a seu lado – notórias proporções harmônicas, com 2.112 metros de comprimento, 85 arcos e 2.046 pilotes, situando-se sua maior extensão em território uruguaio.

Foi o primeiro bem binacional tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconhecido também como primeiro patrimônio cultural do Mercosul.

Colaboração: Edilberto Luiz Hammes,

médico decano de São Lourenço do Sul

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