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domingo, 14 de agosto de 2022

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Risco de morte por covid-19 em jovens é três vezes maior para pessoas não vacinadas

Risco de morte por covid-19 em jovens é três vezes maior para pessoas não vacinadas
11 julho
09:01 2022

Uma nova análise da Secretaria da Saúde (SES) aponta que, em 2022, o risco de morte por covid-19 entre os jovens de 12 a 29 anos foi 3,2 vezes maior para quem não foi vacinado com nenhuma dose em comparação com quem tinha, ao menos, o esquema primário completo (duas doses ou dose única). É justamente nesta faixa etária, entre as pesquisadas, que ocorre o maior número de pessoas que não fizeram ainda nem a primeira dose e que não completaram o esquema básico.

O aumento no risco de óbito pelo coronavírus também é perceptível nas demais idades. Entre os adultos dos 30 aos 59 anos, uma pessoa sem nenhuma dose teve 5,1 vezes mais chance de morte por covid-19 que uma pessoa com esquema primário completo. Entre os idosos, essa razão de risco foi 5,7 vezes maior.


Pela análise, a faixa dos 12 aos 29 anos é a que apresenta pior cobertura vacinal. Enquanto a porcentagem de pessoas com, ao menos, esquema primário completo (duas doses ou dose única) é de 93% na faixa dos 30 aos 59 anos e de 98%, nas pessoas acima dos 60 anos, esse índice no intervalo dos 12 aos 29 anos é de 82% apenas. Além disso, quase 7% da população nesta idade não fez ainda nem a primeira dose, o que representa cerca de 194 mil pessoas, proporção maior do que nas demais faixas.

SEGUNDA DOSE EM ATRASO

Também é a população adolescente e adulta jovem a com maior número de pessoas com a segunda dose em atraso. Entre as 684 mil pessoas que fizeram a primeira dose mas não voltaram ainda para a segunda dentro do prazo preconizado, 290 mil têm entre 12 e 29 anos. Cerca de 223 mil tem 30 anos ou mais, enquanto 170 mil são crianças dos 5 aos 11 anos.

VACINAÇÃO NO RS

Dados até quarta-feira (6/7) mostram que o Rio Grande do Sul já aplicou mais de 25 milhões de doses contra a covid-19 desde janeiro de 2021. Entre a população vacinável (com mais de 5 anos), 93,6% realizou ao menos uma dose, 86,3% completou o esquema primário. Também já são mais de 5,3 milhões de pessoas com a primeira dose de reforço e outras 1,2 milhão com a segunda dose de reforço.

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